Aeroporto de Guarujá: Obras, Cronograma e Impacto nos Imóveis
O Aeroporto Civil Metropolitano de Guarujá começa a operar em 2026. Pista pronta, terminal em construção. Veja o que muda para quem mora ou investe.
O primeiro aeroporto comercial do litoral paulista
O Aeroporto Civil Metropolitano de Guarujá será o primeiro aeroporto com voos comerciais do litoral de São Paulo. A pista foi inaugurada e as obras do terminal de passageiros estão em andamento, com expectativa de início das operações até o fim de 2026.
O aeroporto está localizado na região de Vicente de Carvalho e é financiado com recursos do Novo PAC do Governo Federal.
Pista
1.390 mx 45 m de largura
Fonte: Prefeitura de Guarujá
Terminal provisório
302 m²21 módulos
Fonte: Prefeitura de Guarujá
Capacidade inicial
50 passageirospor voo
Fonte: Prefeitura de Guarujá
Aeronaves
Categoria 2BATR 42-600, King Air 350
Fonte: Prefeitura de Guarujá
Operação prevista
2º sem. 2026
Fonte: Diário do Litoral / Prefeitura
Cronologia oficial do projeto
O Aeroporto Civil Metropolitano de Guaruja nao surgiu do nada. O Relatorio Diagnostico do Plano Diretor (SEPLAN) documenta tres marcos institucionais que viabilizaram o projeto:
| Marco | Descricao |
|---|---|
| Plano de Zoneamento Civil-Militar | Assinatura do acordo que permite uso civil compartilhado da Base Aerea de Santos |
| Anuencia do Ministerio da Infraestrutura | Autorizacao federal para implantacao do aeroporto civil |
| Contrato de Gestao com a INFRAERO | Contrato formal de gestao e operacao do aeroporto |
A demanda projetada envolve tres frentes: empresas de importacao/exportacao ligadas ao Porto de Santos, industrias do polo de Cubatao e turistas — incluindo passageiros de cruzeiros maritimos do terminal de Santos.
Fonte institucional
Relatorio Diagnostico do Plano Diretor / SEPLAN, secao de Infraestrutura de Transportes. O documento confirma que o aeroporto "caminha para a implantacao efetiva de um suporte civil mais amplo", mas que a operacao civil ampla ainda nao foi efetivamente implantada.
Receitas vinculadas ao aeroporto (LAI)
Os dados de receita publica obtidos via Lei de Acesso a Informacao (LAI) mostram o volume de recursos que ja circulam no projeto. O pico foi registrado no exercicio de 2025.
Acesso Aeroporto Fase 1 (DADETUR)
R$ 2,30 mi
Fonte: LAI / Exercicio 2025
Acesso Aeroporto Fase 2 (DADETUR)
R$ 7,79 mi
Fonte: LAI / Exercicio 2025
Acesso Aeroporto Fase 3 (DADETUR)
R$ 2,05 mi
Fonte: LAI / Exercicio 2025
Terminal de Passageiros (Min. Infraestrutura)
R$ 1,72 mi
Fonte: LAI / Exercicio 2025
Receita total aeroporto (pico)
R$ 14,3 mi
Fonte: LAI / Exercicio 2025
A maior parcela em 2025 veio da rubrica "Acesso Aeroporto Fase 2 - ST-DADETUR" (R$ 7.797.771,76), correspondente as obras viarias de acesso financiadas pelo Governo do Estado. Em 2024, as receitas vinculadas ao aeroporto somaram cerca de R$ 4,2 mi — indicando uma aceleracao significativa dos repasses no exercicio seguinte.
No exercicio de 2026, os dados parciais (janeiro a marco) registram R$ 147 mil em rendimentos de depositos bancarios das Fases 1 e 2, alem de R$ 35,9 mil em reestruturacao viaria — compativel com o andamento das obras.
O que já foi feito
Pista de pousos e decolagens — concluída
A nova pista tem 1.390 metros de comprimento por 45 metros de largura — maior que a pista do Aeroporto Santos Dumont no Rio de Janeiro. Também foram concluídas:
- Pistas de taxiamento A, B e C
- Sistema de drenagem do aeroporto
- Reforma e adequação geral da infraestrutura de pista
Terminal de passageiros — em construção
O terminal será inicialmente uma estrutura modular provisória com 302 m², composta por 21 peças, com capacidade para receber até 24 passageiros simultaneamente. A conclusão do terminal está prevista para agosto de 2026.
Acesso viário — em obras
A terceira fase das obras de acesso ao aeroporto foi iniciada em agosto de 2025. Essa etapa é essencial para garantir que o tráfego de passageiros não sobrecarregue as vias locais.
Cronograma
| Etapa | Status |
|---|---|
| Pista de pousos e decolagens (1.390m x 45m) | Concluída |
| Pistas de taxiamento (A, B, C) e drenagem | Concluídas |
| Acesso viário — 3ª fase | Em obras (início ago/2025) |
| Terminal de passageiros provisório (302 m²) | Em construção (previsão: ago/2026) |
| Início das operações comerciais | 2º semestre de 2026 |
O aeroporto teve atraso na entrega por conta das chuvas intensas no litoral paulista, mas o cronograma foi readequado.
O que vai operar
Na fase inicial, o aeroporto receberá aeronaves da categoria 2B, como:
- ATR 42-600: turboélice regional com até 50 passageiros
- Super King Air 350: bimotor executivo
As negociações com companhias aéreas estão em andamento. A expectativa é de voos regionais conectando Guarujá a capitais e cidades do interior de São Paulo, além de operações de aviação executiva e fretamentos.
Impacto no mercado imobiliário
Acesso aéreo muda o perfil do comprador
Até agora, chegar ao Guarujá exige carro (rodovia + balsa) ou ônibus. Um aeroporto muda isso:
- Investidores de outras regiões ganham acesso rápido — especialmente para quem busca imóvel de temporada ou alto padrão
- Turismo de alto poder aquisitivo se torna viável (voos executivos diretos)
- Trabalho remoto + litoral fica mais prático para quem precisa viajar ocasionalmente
Dados do mercado (2025)
Segundo a Prefeitura de Guarujá, o mercado da construção civil na cidade cresceu 38% em 2025:
- 317 unidades lançadas (jan–set 2025)
- 330 unidades vendidas no mesmo período
- Construtoras e investidores já prospectam terrenos antecipando a operação do aeroporto
Contexto: tríplice transformação
O aeroporto não vem sozinho. Guarujá está recebendo três investimentos de infraestrutura simultâneos:
- Aeroporto Civil Metropolitano — operação em 2026
- Túnel Santos-Guarujá — operação prevista para 2031
- Expansão da margem esquerda do Porto de Santos — em desenvolvimento
Essa combinação é sem precedentes no litoral paulista e explica o aquecimento do mercado imobiliário.
O que considerar
- Fase inicial é modesta: terminal provisório de 302 m² e aeronaves pequenas — não espere operação de grande porte no primeiro ano
- Ruído: imóveis nas proximidades do aeroporto (região de Vicente de Carvalho) podem ser afetados
- Valorização gradual: o impacto real nos preços depende de quais rotas e companhias efetivamente operarem
- Zoneamento em discussão: a área adjacente ao aeródromo é atualmente classificada como Macrozona de Proteção Ambiental, Setor de Preservação Ambiental (Plano Diretor vigente, Lei 156/2013). A Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Portuário (SEDEP) solicitou formalmente a reclassificação de porções antropizadas da área para "Desenvolvimento Compatível", mas essa mudança ainda não foi aprovada — depende da revisão do Plano Diretor em curso (Relatório Diagnóstico do Plano Diretor / SEPLAN)
O que o diagnóstico municipal confirma
O Relatório Diagnóstico do Plano Diretor (SEPLAN) confirma: o Plano de Zoneamento Civil-Militar foi assinado em 2018, a anuência do Ministério da Infraestrutura veio em 2019, e o Contrato de Gestão com a INFRAERO em 2020. Porém, o diagnóstico também registra que a operação civil ampla ainda não foi efetivamente implantada e que a reclassificação da área adjacente permanece como demanda a ser analisada na revisão do zoneamento. Em outras palavras: o aeroporto está avançando, mas a expansão plena depende de decisões urbanísticas que ainda não foram tomadas.
Fontes
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Fontes dos dados: IBGE (Censo 2022), SSP-SP (2023), INEP (2021), Prefeitura de Guarujá. Informações de caráter educativo e informativo.
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